| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Arinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | B. chiriri |
O periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri) é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Também conhecido como periquito-de-asa-amarela e periquito-estrela.
Para os desavisados será considerado como sendo o periquito-rico (Brotogeris tirica), com o qual é extremamente parecido, exceto pela marca amarela no ombro. Para complicar é comum vê-lo na cidade de São Paulo junto a esses periquitos. Torna-se a espécie predominante mais para o norte e oeste do estado.
Seu nome científico significa: do (grego) brotogërus = com voz humana; e do (guarani) chiriri = nome indígena para esta ave. ⇒ Periquito chiriri com voz humana.
Apresenta uma faixa amarela nas coberteiras superiores das rêmiges secundárias de cada asa, isto é, na região superior das asas, e uma coloração amarelo-esverdeada em sua face. Os indivíduos adultos medem de 22,0 a 23,5 centímetros de comprimento, a cauda 10 centímetros e as asas cerca de 12,5 centímetros. Possui bico resistente e de cor branco-amarronzada, com o qual parte seu alimento. Ao redor de seus olhos escuros, existe uma delimitação branca formada apenas pela pele. Possui difícil diferenciação sexual.
Possui duas subespécies reconhecidas:
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).
O que é flavismo?
Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenoides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).
Alimenta-se de frutos, sementes, flôres e néctar. Em certas épocas do ano podem frequentar comedouros com sementes como milho por exemplo (Observação Pessoal: João de Almeida Prado).
Faz o ninho em cavidades de árvores, telhas de edificações e até mesmo em ninhos escavados em cupinzeiros arborícolas e em casas de joão-de-barro abandonadas. Costuma botar cerca de 5 ovos brancos com dimensões de 23 por 19 milímetros. Após 26 dias, a fêmea conclui a incubação, nascendo os filhotes. Estes são alimentados pelos pais com sementes e frutos regurgitados mesmo após o abandono do ninho, que ocorre 8 semanas após o nascimento.
Estas aves podem ser encontradas em campos de vegetação baixa, ilhas de matas intercaladas, matas ciliares, cerrados e cerradões. Desloca-se em bandos, muitas vezes de muitos indivíduos. Adaptou-se aos ambientes urbanos, onde tornou-se muito comum.
É encontrado no Brasil central e oriental, norte, oeste e sul da Bolívia, nordeste da Argentina (Chaco, Formosa e Misiones), leste do Paraguai, Uruguai e Peru. No território nacional, ocorre desde o sul ao extremo do Pará (serra do Cachimbo), Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Pantanal, Rio de Janeiro e São Paulo.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: